sábado, 20 de junho de 2009

Time to go

Despedidas são sempre tristes, ainda mais quando não depende só dagente... Falamos besteiras, sofremos, soluçamos de tanto chorar, mas, quando a gente se convence de que não há mais solução, passa. E passou.
Passou graças a mim e, toda vez que penso no que aconteceu, enxergo como ainda sou boba. Mais aos 16 anos temos esse tipo de direito.
Apesar de ter superado tudo por méritos e métodos absolutamente meus, sei que sou do tipo que, no fundo, gosta da dor e prolonga as despedidas, só pra sofrer um pouquinho mais. Mas, o que fazer quando o adeus não vem de você? Quando o seu lado masoquista nem ousa falar mais alto? A raiva é uma boa saída, e ainda não conheço nada melhor do que isso pra esquecer o sofrimento.
É difícil, ainda mais quando vemos tantos anos de dedicação sendo jogados fora por alguém que talvez nem mereça tudo isso.
Uma coisa não há como negar, pra se ter um “adeus-completo”, é necessário que haja algum dano – seja ele moral ou material. Essa é a hora de descer do salto. Falar palavrão, querer dar lição de moral. São detalhes que, além de fundamentais, fazem um bem enorme na hora do sofrimento. E além do mais, estamos falando de uma história de amor que acabou por culpa dele, é claro. Saber que ele está – no mínimo – agoniado, alivia muito um coração sofredor.
Então vamos ser fortes, sabendo que amamos, sofremos, choramos, voltamos a ser felizes, e assim segue a vida. O que é muito fácil de dizer quando não estamos mais sofrendo por amor.

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